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segunda-feira, 12 de abril de 2021

 

Uma infância

Técnica mista sobre papel

70cm x 50cm  2020 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

terça-feira, 5 de janeiro de 2021


    A perpetuação do efêmero. As formas se evanescem, as não belas e as belas. Foram só séculos, poucos milênios. Um vaso que ventos, terras pisoteadas, desmoronamentos e terremotos  esconderam bem lá no fundo. Belos tons terrosos que marmotas bisbilhoteiras do tempo desencavaram num século qualquer.


Jovem com bastão / técnica mista sobre papel / 100cm x 70cm / 2020

 

domingo, 8 de novembro de 2020

Brasileirinho


    No começa  da mata tinha um mistério, um bicho  se escondendo, um pássaro piando. O caboclo pisou no chão molhado da noitinha e andou até a beira do grande rio...ali dormiu, esperou a manhã chegar com o sol fazendo  piruetas entre  as folhas altas. A onça dormiu lá perto também.Um pássarinho de canto desconhecido cantou. Carregou sua sacola na canoa, facão na cinta, chapéu de palha de abas largas na cabeça, remos a postos, e partiu. Para ouvir o canto das matas  mais profundas. Lá se foi Villa-Lobos.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Zé Celso Martinez Correa 


Drama / Tragédia / Comédia  brasileira  em sua essência.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

O dançarino e yogi prendeu  o longo  cabelo negro e foi traduzido em muitos tons.



Técnica  mista sobre papel / 70cm x 50cm
2016

sexta-feira, 10 de julho de 2020

O corpo gira, mira o espaço em frente,
ele e o som fazem uma parceria eterna, gira.


Dance
Técnica mistas sobre papel
100cm x 60cm   2019

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Quarantine

 O mundo está aqui... A janela filtra meu desejo.Na noite o dia  se agita, personagens  vem e vão, formas se definem. Mais um dia.

 

Técnica mista sobre papel  70cm x50cm 2017  Auto-retrato na janela

terça-feira, 16 de junho de 2020

“O som das trombetas foi se desvanecendo enquanto Orlando permanecia de pé, nua em pelo. Nenhum ser humano, desde que o mundo é mundo, foi tão belo. Em sua figura se combinavam a força de um homem e a graça de uma mulher. […] Orlando se olhou de cima a baixo num longo espelho sem mostrar nenhum sinal de inquietação, e caminhou presumivelmente para o banho.

Virginia Woolf, Orlando

  1.   Técnica mista sobre papel  70cm x 50cm 2020

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Jean Genet
Diário de um Ladrão,  Querelle, As Criadas,  Nossa Senhora das Flores...
Marginalidade e genialidade, eterno.


Técnica mista sobre papel  70cm x 50cm
2019

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Oscar Wilde  disse que o homem, em cada instante da sua vida, é tudo que foi  e tudo que será.



Oscar  Wilde
Técnica mista sobre papel  
70cm x 50cm 
2020

terça-feira, 9 de junho de 2020

segunda-feira, 9 de março de 2020

O medo
a burrice 
a desesperança
a avareza 
a desonestidade  
a opressão
o fascismo 
todos juntos
neste tempo
muito agora
sórdido 
perfil frenológico
técnica mista sobre papel / 100cm x 70cm / 20017

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A volta do Malandro

 Rio de  Janeiro Lapa pós Segunda Guerra, novos tempos. Madame Satã, força épica  e macunaímica do brasileiro. Negro,  pobre, marginal,  não-hetero,  navalheiro, drag queen  e cabaret performer. 
Sem medo de opressões, da polícia, de outros malandros, conquistou seu lugar de herói marginal brasuqueiro.
Meu registro visual. Sempre Madame Satã.

sábado, 8 de fevereiro de 2020


O desenho clássico renascentista  sempre inspiração (da Vinci)
Perfis de pessoas em técnica mista sobre papel.

terça-feira, 7 de julho de 2015

 A grande corrida

     Era como se fosse um longo  fim de tarde, ou apenas um começo de noite. Reinava aquela paz respeitosa no mundo dos animais, cada  bicho no seu  canto  nas suas ravinas, nas suas águas. Os leão olhando de longe a  zebra ágil e arisca, o hipopótamo  apenas com a visão estratégica da sua couraça pairando  acima do  limite da água,  as corujas discretas bem quietadas no seu ninho nas rochas...Um céu baixo e cinza escuro foi  varrendo o horizonte, engolindo toda luz do dia. Talvez os tordos e as doninhas enclausuradas nas suas tocas  tenham sido os primeiros a sentir alguma coisa - um leve  sussuro  das profundezas, um som constante e abafado vindo lá do meio da terra, das  grutas  sem fim. Na campina  os gansos, que facilmente se atordoam, correram em formação perfeita de duplas para as águas do charco, os esquilos subiram mais alto nas árvores, nervosos. Os dromedários do outro lado da grande água  levantaram seus narizes insolentemente, tentando  entender o que se passava. As grandes renas apareceram pela linha do norte em corrida desabalada e as vacas tranquilas levantaram  os focinhos dando balidos pungentes para o nada.  Os  elefantes se reuniram em uma clareira, saindo sabe-se lá de onde, e logo  começaram uma marcha  volumosa e poeirenta  pelos prados, rápidos, numa   sinfonia metálica que acordaria todos os gigantes do outro lado do oceano.
Da caverna encantado onde ninguém nunca se atreveu a entrar saiu o branco e belo unicórnio, saltitando numa elegancia nunca vista naquelas plagas. Então foi um caudal, uma formação bizarra e compacta, surreal  e cinematográfica, todos correndo em um mesmo ritmo,,,, Casais da mesma espécie iam se reconhecendo e formando pares, uma  alegria  selvagem do inusitado enchendo  o ar, o ato de correr, o barulho surdo e grave das patas pisoteando a terra que se misturava  a um som maior e aterrador, vindo lá das profundezas. As águas do céu caiam forte sobre  tudo, misturavam lagos e rios e inundavam as campinas verdes e os campos floridos.  O mundo submergia. Lá na frente só nuvens de poeira e cinza,  o desconhecido: sem um abrigo seco, sem nada feito pelos  prepotentes humanos, sem uma balsa  para pairar sobre as grandes ondas que já  desciam dos montes para as planícies...Era o fim do mundo.

domingo, 7 de abril de 2013

Van Gauguin

Um viu no outro
O espanto da cor 
               Yader Marques      fotografia digital 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Chuva

Chuva

Lá fora  a chuva cai, mas não me faz chorar.
Não sou alegre nem triste,
Apenas vejo o que  existe.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Memento


o Casarão


Memento

      Há muito tempo que  se falava naquela  região de um casarão na parte mais ao norte e mais alta da ilha. Nas pequenas vilas as vezes os homens comentavam nas rodas , os meninos principalmente, nos encontros  noturnos de inverno ao lado do fogo dos quintais, gostavam de falar sobre uma casa  muito rica e assombrada  nas montanhas do lado norte. Um deles se pavoneava dizendo que seu pai e seu avô tinham estado lá várias vezes, há muitos anos, quando jovens ainda. As mulheres também, as babás principalmente, assombravam as crianças antes de dormir contando histórias vagas sobre um castelo escondido nas montanhas e habitado por estranhos seres humanos. O casarão era assim um patrimônio da historia local, que todos prezavam e temiam, mesmo que não falassem abertamente sobre isto nas rodas de vizinhança... Alguns  o chamavam de  a "casa dos hippies", outros a “casa das almas”. Um menino dizia sempre na roda que seu irmão mais velho vira na web um site com fotos de um castelo em ruínas, com detalhes de quartos, salas e janelas sombrias que deveria ser aquele dos seus arredores,,,mas nada fora  realmente comprovado. 
O mundo anda assim: os lugares , as casas, as cidades, vão desaparecendo e mudando lentamente. O vento, a chuva ácida, as tempestades , os tornados e  as enchentes, os vandalismos,  vão colocando abaixo portentosas construções humanas, coisas que  para algumas gerações antes pareciam eternas. As pessoas que viveram e conheceram estes lugares  também desaparecem aos poucos, uma avó, um bisavô, um tio, e logo só ficam as histórias contadas pelos descendentes e sobreviventes. Se os lugares não são notáveis o suficiente para  estar em livros, documentários de cinema ou livros de fotografia, grandes são as chances de se perderem para qualquer  tipo de memória. Viram apenas fantasmas que  assombram  os sonhos dos  meninos e meninas mais sensiveis no grande mundo por aí. Este é o caso deste casarão. Ele realmente existiu, e as ruinas estavam lá ainda, mas não estariam por muitos anos a mais. Logo a floresta da montanha se fecharia sobre tudo, e haveria uma troca constante entre as coisas deixadas pelos homens e a natureza se perpetuando constante e furiosa. A vegetação rasteira, as heras embaixo e as  grandes árvores lá encima tomariam tudo, as madeiras fortes da estrutura cederiam de vez, e alguns cantos serviriam de  ninho e esconderijo para os pássaros e as corujas. As onças, jaguatiricas, as raposas,  os roedores, os veados e as cobras  e miríades de insetos  andariam por ali livremente.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ballerina


The Argil Soldier


Rat...you live around here, in this polluted waters, you wander around, and now you try to scare me. No, I not scared  of you. I don't show emotions in my face, because I am made  of algil, but I do have them, prodigious emotions. I've been engulfed in a swirl ot tragic events lately, I ended up here in this frail boat, but I not  unhappy - I can even say I feel happily excited and daring, as a soldier should be most  of the time. I feel this is not just a random trip I am pursuing in this filthy gutter. This waters are taking me to where I should be taken.To be confronted  with my true destiny. I see a blurred image, a fragile and airy figure ahead of me, a wordless longing mounting in my hard brest. A fragile figure, a leaping fairy, something that replenishes my mind  with joy every  morning. So let this waters drag me...

The Floating Soldier

O Soldadinho de Chumbo
Pastel seco sobre papel
Yader Marques

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Verbete

ABAPURU - bicho modernista brasileiro. 

                
Habitat: vivia antigamente nos matos, campos e cerrados, e atualmente          
            é mais encontrado nos grandes centros urbanos, viadutos,     
            entroncamentos, edifícios de escritórios, estações de metrô.                   
               
Hábitos alimentares: já viveu dos restos da comida/cultura
            européia e norte-americana. Hoje tenta comer os poucos
            produtos da sua lavoura semi-tecnocratizada, japonificada e    
            agrotóxica.

A lenda do Abapuru ( ou Abaporu)


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

The Raven

Once upon a midnight dreary, while I 
pondered, weak and weary

Carvão, pastel sobre papel e photoshop    
Yader Marques 2012   

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil